50% das mães são demitidas até dois anos após a licença

50% das mães são demitidas até dois anos após a licença

Existem diversos fatores que levam homens e mulheres a se lançarem no empreendedorismo mas pesquisas apontam que o empreendedorismo feminino é movido por motivações muitas vezes diferentes daquelas que os homens têm. Além disso, embora o tema seja “romantizado” muitas pessoas ainda acreditam que ser empreendedora é sinônimo de ter mais tempo para os filhos, a grande verdade é que, ao contrário do que muitos imaginam, o empreendedorismo nem sempre é uma escolha consciente, as vezes é por necessidade.

De acordo com a FGV, 50% das mães são demitidas até dois anos após a licença maternidade. Excluídas pelo mercado de trabalho (as vezes com uma forte carga de preconceitos) essa mãe vai em busca de alternativas para obter a sua renda e muitas vezes essa renda é imprescindível para compor orçamento familiar. Ela vai em busca de oportunidades mas percebe que o simples fato de ter filhos já conta pontos negativos na corrida pelo emprego.

Segundo a Rede Mulher Empreendedora, a cada 100 novas empresas criadas no Brasil, 52 são abertas por mulheres e destas, mais de 50% têm filhos. É claro que a motivação financeira é uma das principais razões, mas para as mulheres é fundamental exercer uma atividade que também traga satisfação pessoal.

Outro motivo apontado por muitas mulheres para embarcarem na onda do “Empreendedorismo Rosa” é a vontade de fazer a diferença e trazer algo de novo e positivo para o mundo. É um propósito que tem muito a ver com a maternidade, trazer algo de novo à vida.

O fato é que a presença das mulheres no empreendedorismo trouxe uma nova visão para os negócios e tem influenciado tendências e acima de tudo, tem incentivado outras mulheres e empreenderem. É um ciclo virtuoso que se retroalimenta. Mas a pergunta que fica no radar é: Porque o posicionamento das empresas em relação a maternidade no Brasil é tão atrasado no que diz respeito ao acolhimento das mulheres após o nascimento dos filhos e a valorização dos benefícios que essa nova fase traz para essas profissionais?

O que você acha?  Conhece alguém que passou por alguma situação assim?


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