A presença do pai no puerpério

A presença do pai no puerpério

Cada gestação é única e traz um turbilhão de emoções. Não importa se é a primeira ou não, a verdade é que só quem passa por uma gestação sabe descrever (ou não) o que se passa dentro de si.

O que todo mundo enxerga, são as curvas se acentuando, o frescor e a excitação de um "estado interessante" como dizia a minha avó. Interessante porque? Porque esse fenômeno da natureza é algo mágico. Um ser que se desenvolve num ventre, que se alimenta durante 9 meses através de um cordão, que sente o que a mãe sente, que ouve o que mãe ouve é algo maravilhoso.

Mas nem tudo são flores, não é mesmo? Como a mulher se sente em relação ao mundo exterior? Aquela pessoa com quem você decidiu embarcar nessa jornada, dificilmente estará na mesma frequência, embora muitas vezes se esforce para te compreender, nem sempre entende seu sofrimento ou a sua angústia.

E quando esse pacotinho vem ao mundo e você chega em casa? Aquela sensação de alegria que se mistura com medo e cansaço. Mas é nessa hora que precisamos desse companheiro ao nossos lado. Não para compartilhar apenas o trabalho, mas para trazer segurança, acolhimento e a certeza de que a partir daquele momento esse bebê terá uma família que vai cuidar, amar e proteger, para sempre.

A medida que o pai consegue se apropriar da paternidade e vivenciar essa nova realidade com o corpo e alma (literalmente), a mulher se sente mais fortalecida para encarar as dificuldades porque não está sozinha nessa nova jornada.

Meu recado para você que é pai: Viva intensamente esse momento e resgate sua essência masculina para deixar o seu legado e a sua marca como o pai que você realmente quer ser.