Babás são proibidas de utilizarem celular

Babás são proibidas de utilizarem celular

Altos executivos de empresas de tecnologia estão cada vez mais obcecados por afastar seus filhos dos eletrônicos. Esse movimento se iniciou nos Estados Unidos e vem tomando força em vários outros países. Além de escolherem escolas que não utilizam nenhuma forma de tecnologia ou aparelho eletrônico antes do ensino médio, os pais que trabalham no meio da tecnologia contratam babás e colocam na cláusula do contrato a proibição do uso dos aparelhos celulares durante o expediente de trabalho. A ideia é que as crianças não tenham acesso aos aparelhos, nem de forma passiva, observando a babá utilizando, por exemplo.

A babá que trabalhou para Mark Zuckerberg, fundador do facebook, afirma que essa regra era pré-requisito para trabalhar com seus filhos. "Não queriam que seus filhos olhassem para uma tela e, por contrato, impediam que eu usasse o telefone. Isso era frustrante para mim. Como cuidadoras, precisamos do telefone para uma emergência. Não só para que os pais das crianças nos localizem, mas também para nossas próprias famílias” relata.

Esse é um assunto bastante polêmico, que tem gerado muitas discussões nos Estados Unidos. Muitos não concordam que o empregador tenha direito de proibir o uso do telefone pessoal da babá, outros afirmam que no local de trabalho pode sim ter regras e proibir o uso de celulares.

Além desta polêmica, existe outra envolvendo celulares e babás. Existem grupos de pais e sites na internet onde publicam fotos de babás que estão de olho em seus celulares enquanto cuidam das crianças. Nas publicações, é tirado uma foto, informando o local e questionando: “essa é a sua babá?”. O jornal El país procurou algumas babás para perguntar sobre o caso. “Eles nem sequer nos conhecem, tiram uma foto, colocam nas redes sociais e perguntam: 'Essa é sua babá?'. Mas não sabem que podemos estar nos comunicando com os pais. E nem se eu sou a babá ou uma parente. É uma invasão da privacidade. Em alguns trabalhos eu me sentia observada. Percebi que tinham câmeras na casa. E até as crianças me vigiavam: olhava a hora e elas me perguntaram se eu estava enviando mensagens e para quem. Então, eu sabia que haviam tido essa conversa com seus pais, que pediram para lhes contar se eu estivesse no telefone”.

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