Dê a mão para seu filho no mundo real e virtual

Dê a mão para seu filho no mundo real e virtual

Um dos maiores dilemas da criação dos filhos na atualidade, é como impor limites cabíveis e saudáveis no dia a dia em relação ao uso de celulares, tablets e TV’s. Saiba que você não está sozinha e pode se basear no equilíbrio entre a sua realidade e as recomendações feitas por órgãos que vem se dedicando à sérias pesquisas sobre o tema.

Definitivamente não dá para imaginar a infância sem o contato com esses dispositivos. “Essa é uma questão de saúde pública, uma vez que as crianças estão cada vez mais expostas às telas. E isso, em um momento crucial para o desenvolvimento de habilidades que serão importantes por toda a vida”, alerta a neuropediatra Liubiana Arantes Regazoni, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Após uma revisão constatou-se que bebês a partir de 18 meses (ao contrário da recomendação anterior que era a partir de 2 anos) podem ter os primeiros contatos supervisionados e para as crianças entre 2 e 5 anos, a recomendação caiu para apenas 1 hora por dia. Lembrando que o alerta fica para evitar os horários das refeições e antes de dormir. Dependendo do conteúdo oferecido, o tempo que os pequenos passam sozinho, de cara na tela, não ajuda em nada, pelo contrário, pode dificultar o desenvolvimento da empatia e do autocontrole e a capacidade de lidar com relacionamentos.

Então o primeiro passo para lidar melhor com essa situação é assumir o controle e a responsabilidade sobre o tempo de uso. A partir do momento em que pais, mães, babás e cuidadores tiverem a consciência de que o uso dos dispositivos deve ser comparado a “administração” de um remédio, por exemplo, a própria criança entenderá que ela pode brincar, mas que há um limite e um tempo determinado, assim como para outras atividades: a hora de dormir, acordar, tomar banho, ir à escola...entre outras rotinas.

Entendemos que o ”como" é mais importante que o "quanto", sendo assim, vale o bom senso e a flexibilidade para não cair na cilada da autocobrança. Afinal sabemos que na teoria tudo é fácil, mas na prática não é bem assim.