Desabafo de mãe

Desabafo de mãe

Lá vou eu novamente embarcar numa viagem só com o maridão. Uhuuu...lua de mel, dormir a noite inteira, ouvir mais o “meu” nome ao invés da palavra “mamãe”, poder tomar banho e me maquiar sozinha antes de um jantar...nossa que maravilha.

Na teoria é tudo muito legal e convidativo, mas na minha mala, além de protetor solar, levo comigo uma certa dose de culpa, de angústia e um aperto no coração. Essa é a parte que ninguém quer falar a respeito. Lembranças da última viagem em que deixei os dois pequenos doentes (com febre e gripe) e como tive que segurar a onda. Mas eu sobrevivi e eles também!

Esse é um dos momentos em que eu invejo o universo masculino e a simplicidade de encarar os fatos, apenas oito dias longe de casa e as palavras do meu marido “não mata ninguém” exceto o coração da mãe que vive uma constante dualidade entre os mais ambíguos sentimentos.

Só uma mãe sabe o que é estar feliz por tirar (merecidas) férias e ao mesmo tempo estar triste por deixar os filhos; estar ansiosa para chegar no destino mas doida para voltar logo e para ficar perto deles novamente. Parece muito maluco e é mesmo.

Segundo o Taoismo (filosofia de vida e religião chinesa milenar, na qual o ser humano deve viver em harmonia com a natureza, pois faz parte dela) os opostos, na verdade, se complementam. Portanto, para existir o dia tem que existir a noite, sem o calor não há frio e assim a natureza se renova nos seus próprios ciclos.

Nós também devemos internalizar essa filosofia e permitir que os sentimentos nos habitem convivendo de forma natural com eles, sem nos privar de nenhum momento da vida, nem nos cobrar ou julgar pelo que sentimos ou deixamos de sentir, entendendo que é possível viver a vida em sua plenitude e que no final das contas vale a máxima: mãe feliz = filho(s) feliz(es).

E você o que pensa sobre isso?


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