"Na minha casa não tem regras" diz crianças em pesquisas

"Na minha casa não tem regras" diz crianças em pesquisas

Cada vez mais, pais e crianças, usam ativamente a tecnologia. Quando esse tema é discutido, muito se tem falado sobre a preocupação com o tempo para a família e relacionamento familiar. Uma pesquisa realizada nos EUA avaliou 249 pares de pais e filhos, entre 10 e 17 anos, distribuídos entre 40 estados americanos, para entender que tipos de regras tecnológicas eles estabelecem em suas famílias e quão efetivo são essas regras.

Pais e filhos tem lutado muito para integrar de uma maneira tranquila as novas tecnologias na vida familiar. A introdução do rádio, das televisões, videogames, celulares e tablets nos lares trouxe novas discussões, algumas vezes pânico, sobre o impacto que essas tecnologias têm na vida das famílias.

Muitos pais têm se preocupado com o excesso de uso das tecnologias das crianças, temendo que isso possa limitar o desenvolvimento delas, além de expô-las a propagandas, assédios, pedófilos e outros perigos em potencial. Para lidar com isso, os pais buscam criar regras que impõe como as crianças devem usar essas tecnologias, quando tempo e quais conteúdos podem consumir. Contudo, cada vez mais o mundo tecnológico está difundido na vida das crianças, o que torna crescente o desafio dos pais.

Segundo essa pesquisa, as crianças americanas são usuárias ávidas e passam mais tempo usando as tecnologias do que em qualquer outra atividade. Acredito que as crianças brasileiras não estão atrás, pois a grande maioria dos pais que me procuram no consultório, queixam-se exatamente desse ponto.

Os resultados que essa pesquisa chegou foram muito interessantes. Das 249 crianças avaliadas, 6% relataram que em suas casas não há regras claras para o uso das tecnologias e 4% conseguiu descrever apenas uma regra. A avaliação com os pais foi bastante semelhante, dos 249 pais avaliados, 4% relataram não haver regras claras e 2% conseguiram dizer apenas uma regra.

Nota-se que apesar da grande preocupação e angústia dos pais com o uso das tecnologias pelas crianças, muitos ainda estão perdidos em como fazer e qual é a melhor conduta a ser tomada sobre esse tema.


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