Para compreender os pais é preciso ter filhos?

Para compreender os pais é preciso ter filhos?

Segundo o dramaturgo grego Sófocles “Para compreender os pais é preciso ter filhos”. Essa afirmação é uma das mais profundas que eu já ouvi e me fez refletir sobre os questionamentos que fazemos em relação aos pais que somos e aos pais que tivemos.

Quando uma mulher tem um filho, automaticamente, ela passa a conviver com o pai do seu filho, que até então ocupava o lugar de amante, amigo e companheiro. Claro que isso gera muita expectativa de como esse pai vai se comportar, em relação a ela e ao próprio filho.

Justamente nessa triangulação é que as armadilhas se formam porque dificilmente alguém vai atender as expectativas de uma idealização. Nesse lugar vivem lembranças de um passado (que pode ter sido bom ou ruim), da maneira como essa mãe foi vista e cuidada (ou não) pelo próprio pai e tudo o que essa figura representa na vida dela. Assim como para este pai que também carrega sua história (boa ou ruim) com o seu próprio pai.

Desde a década de 60 a literatura vem utilizando o termo “parentalidade para estudar as relações familiares, que durante muitas décadas ficaram centradas na figura da mãe. Felizmente no Século XXI a figura paterna tem tido gradativamente mais representatividade e voz.

As novas estruturas familiares permitiram que a função do pai fosse além do papel de provedor, chefe de família ou patriarca para que eles se tornassem aqueles que participam ativamente e que se fazem presentes no dia a dia e na criação dos filhos.

Sabemos que ainda temos um longo caminho pela frente no que tange a igualdade no universo da parentalidade mas nos anima, e muito, ver pais que carregam essa bandeira e trabalham ativamente em seus perfis de redes sociais e podcasts debatendo e fomentando esse tema.

Um viva com muito amor e admiração para esses grandes pais!