Porque a maternidade ainda é um peso na carreira das mulheres e como a tecnologia interfere nesse processo?

Porque a maternidade ainda é um peso na carreira das mulheres e como a tecnologia interfere nesse processo?

Quando uma estudante universitária se forma e inicia sua vida profissional, seus sonhos e ambições geralmente estão focados na sua ascensão profissional e em como alavancar a carreira de modo que se realize e seja bem sucedida. Mas o que está oculto é o descompasso entre as suas expectativas e o seu o relógio biológico, que fica adormecido até um determinado momento da vida, e de repente começa a dar sinais, cada vez mais intensos, pedindo satisfação de quando acontecerá o célebre momento de ser mãe. Sem levar em consideração todos os outros fatores pertinentes à essa decisão. Afinal quem manda nas regras desse jogo? Suas próprias vontades, o seu relógio biológico ou o mercado de trabalho, que não está preparado para lidar com essa situação?

O jornal El País, iniciou uma discussão a respeito do tema trazendo a pergunta se o congelamento de óvulos é uma alternativa para mulheres ou para o mercado de trabalho, uma vez que esta técnica de preservação da fertilidade foi inicialmente criada para mulheres que se submetem a tratamentos de quimioterapia ou que tinham problemas relacionados à fertilidade, mas que já foi oferecido por multinacionais como Microsoft, Google e Apple como apelo para atrair talentos femininos. Os avanços tecnológicos e científicos são instrumentos que oferecem possibilidades e abrem fronteiras, porém se analisarmos a fertilização in vitro, este é um método invasivo, que demanda uma sobrecarga emocional e física da mulher.

Então fica a pergunta no ar. Quando não há um problema de saúde, essa é uma alternativa positiva e produtiva ou é mais uma “pressão” para as mulheres lidarem no mundo corporativo.

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