Relato de uma filha adotiva

Relato de uma filha adotiva

Casais que querem muito ter filhos e já passaram por diversas tentativas para engravidar sem sucesso, partem para a adoção de uma criança. Normalmente essa é a última opção e representa aquela “ponta” de esperança após um longo processo, cheio de ansiedade e frustrações. Claro que há exceções!

Apesar das leis brasileiras e toda a sua burocracia não contribuir, na  realidade o caminho não deveria ser esse. A adoção não deveria ser a última tentativa quando tudo, absolutamente tudo, da errado. Adotar uma criança é uma questão de valores, filosofia de vida, fé e nem todas as pessoas estão preparadas para isso. Por isso ouvimos todos os dias histórias de adoção que não deram certo.

Toda criança que está disponível para adoção (não importa a idade nem as circunstâncias) carrega dentro de si uma história de abandono, rejeição, separação e isso não significa que se transformará em revolta ou rebeldia, pode ao contrário, se transformar em gratidão e amor.

Na minha vida foi exatamente assim que aconteceu. Fui adotada ainda bebê, mas cresci cercada de amor, carinho e atenção dos meus pais adotivos. Sempre soube que era adotada e isso criou um elo de confiança e uma conexão muito profunda com meus pais. Em nenhum momento da minha vida eu senti que o fato de ser adotada interferiu na minha criação ou na minha relação com eles, muito pelo contrário, quanto mais rígidas eram as cobranças na minha criação e educação, mais claro era o meu papel de filha e a minha importância na minha família.

Sendo assim, cada vez mais eu acredito que adotar deve ser mais que um ato de amor, deve representar uma decisão corajosa e um comprometimento com um ser humano que precisa se sentir desejado e privilegiado.

Porque eu amo ser filha adotiva:

·      Sempre me senti especial, muito amada e desejada

·      Aprendi desde muito cedo o que é gratidão

·      Porque eu tenho orgulho da minha história

·      Eu me sinto privilegiada e feliz de ter sido tão abençoada


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